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Quinta-feira, Novembro 23, 2006
I don't want a lot for Christmas
There's just one thing I need
I don't care about the presents
Underneath the Christmas tree
I don't need to hang my stocking
There upon the fireplace
Santa Claus won't make me happy
With a toy on Christmas day
I just want you for my own
More than you could ever know
Make my wish come true
All I want for Christmas is you
You...
publicado por Bê||11:09 PM|||
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Domingo, Novembro 05, 2006
Vivo de Amar
Amar aquilo que não sei, aquilo que não sou.
Amar nem sei direito o quê. A mim e a você
Amar o que vejo transposto pelo sentido
Amar ao próximo e ao que já passou
Amar o tempo, o frágil, o belo
Amar a complexidade do simples e o amarelo
Amar a vastidão das almas perdidas
Amar aquele que tenta se achar
Amo sem explicação, com doação e medo
Vivo do medo de amar!
publicado por Bê||10:24 PM|||
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Sábado, Novembro 04, 2006
Incontrolável impulso insano esse que me corrói.
Tentação forte, laçamento brusco.
Sentimento profundo que perfura a mente
Mente inquieta envolta em pensamentos insanos
Jogo de poder de um desejo insustentável.
Desejo unilateral de uma mente incontrolável
Corroida por sentimentos profundos.
   
publicado por Bê||9:18 PM|||
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Sexta-feira, Setembro 29, 2006
Fugiu as palavras para um branco árido, meio pálido de ar impenetrável.
Fugiu as lágrimas e os sorrisos em meio a suspiros friccionados.
Fugiu a sensação, tesão, tentação e tambem a obcessão.
Fugiu a mim.
Um vacilo mal-medido, numa época hipotética. Um tanto patética.
Fugiu o que me fazia feliz, fugiu o que me fazia chorar.
Fugiu o corpo que há tempos buscava a alma
Fugiu a alma.
Um principio que desfaz a regra inacabada. Um tanto amaldiçoada.
Fugiu a tênue que mantinha a embriagez.
Fugiu o meu, o teu, nem sei direito o quê
Fugiu o colorido sofrido de insensatez corrompida
publicado por Bê||8:13 PM|||
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NÓS SOMOS AQUILO QUE NOSSA REALIDADE NOS PERMITE SER !
publicado por Bê||7:43 PM|||
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Quinta-feira, Agosto 03, 2006
Hoje eu queria saber escrever.
Pra colocar você em palavras.
Desvendar tuas entre-linhas.
Comentar em sua orelha.
Se o dom eu tivesse, hoje.
Marcaria sua página no meu livro da vida.
Mesmo que um dia Brochura você virasse,
Pra mim, você sempre seria meu Bestseller.

publicado por Bê||2:52 PM|||
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Triste daquele que já sabe quem é.
Que sabe o que quer, pra onde vai e como chegar.
Vivo no intermeio, sem respostas ou soluções de problemas incriáveis.
Não sei quem sou, e por isso me esbanjo na incerteza.
A mesma que faz a gente conhecer vários caminhos.
O recomeçar e começar denovo.
Cruzar com pessoas desiguais, o provar de muitas frutas.
Triste aquele que tem tudo traçado à regua e pincel.
A festa, hoje, é dos pagãos do limbo.
publicado por Bê||2:26 PM|||
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Sexta-feira, Abril 21, 2006
Um dia de Domingo
Há vezes em que me presenteio com momentos surreais de minha vida. Uma espécie de personagem, criado e encenado por mim, para mim. Momentos que me fazem fugir da realidade e transformar-me em um ideal. Numa noite qualquer, em mais um de meus devaneios, vi-me em uma situação high society, trajava um hobby de seda, a barba estava recém feita, perfumada com meu mais caro pós shave. Sentava-me à sala com a lareira fake à criptar. A poltrona ao lado da janela principal era de couro, delicadamente arrebatada por percevejos dourados. Em uma das mãos, uma taça de meu favorito chileno, tinto, seco, encorpado. Na outra, o cubano. E completando a cena, a agradável companhia de Gardel que transportava-me às madrugadas de La Boca. Podia até sentir a firmeza da coxa da dama que enroscava minha cintura e chamava-me pelo salão com seus lábios carnal. Nesta noite, em que meu personagem galã estava prestes a ganhar a cena, senti as cortinas forçadamente cerradas e holofotes desligados por uma melodia, meio batida, que vinha da casa ao lado. Meu Gardel soava estranho ao misturar-se com ¿faz quem qué, faz quem qué, a Michele de filé¿. O charuto foi perdendo o gosto ao intensificar da fumaça de carvão que invadia minha janela. E o vinho, aquele chinelo, guardado para ocasiões especiais, avinagrava a cada estralar do anel da latinha de skol. Não demorou para as risadas e vozes desafinadas do videokê tomarem conta do meu silêncio estrategicamente planejado há dias. Respirei fundo, pensei em levantar e fechar a janela, resolvi esperar, tinha a certeza que dentro de instantes o baixinho de pernas cambotas bateria à minha porta. Com um sorriso maroto e camiseta de time de futebol me pediria gelo, que eu emprestaria de testa enrugada e boca apertada sabendo que as forminhas da festa passada ainda me eram devidas e, essas, jamais seriam devolvidas. Àquela altura as latidas dos cachorros da rua já estavam incontroláveis, o sol havia se posto, e pela janela só se via as mulatas de saia curta e decotes ousados. Era um domingo. Um dia como outro qualquer na semana, não fosse pelo tratado internacional que o faz dia oficial do não à fantasia.
publicado por Bê||2:12 AM|||
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Quarta-feira, Abril 19, 2006
Tem gente que renova, outros redobram.
Tem aqueles que modificam e alguns transbordam.
Sei que me copiam, mas já não me importo.
Se pra você não faz sentido, hoje concordo.
Só sei que depois de falado, melhoro.
E parado no tempo, não recordo, aquilo que no vento está jogado.
Praqueles que querem me ler denovo deixo o recado
Entra nesse espaço que por lá eu te acho!
um texto antigo que foi roubado e publicado no blog da Vanna, que de alguma forma, se identificou com as palavras, situação ou movimento.
publicado por Bê||11:51 PM|||
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Sexta-feira, Abril 07, 2006
um dia ainda ensaio a decepção
talvez assim a vida não se apresente tão amadora!
publicado por Bê||7:47 PM|||
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Quarta-feira, Abril 05, 2006
Por vezes me perguntei se seria possível perder-se em si. Até o dia em que, literalmente, me perdi. Foi assim, como se fosse possível agendar o tempo. Um dia qualquer no calendário rabiscado de compromissos que já não sabia se eram meus ou das pessoas com que dividia a casa. O dia simplesmente amanheceu, sem mim. Me perdi diante uma esperança artificial sustentada em crenças de magia. Completamente fora de mim dentre pensamentos vagos e aleatórios, surgidos em meio ao trânsito caótico. Em que esquina deixei minha alma? O destino, aquele que dizem tudo saber e prever, já não estava ali. Se é possível alguém se perder no tempo, caminho e espaço, esse alguém fui eu. Uma pessoa que já não sabia mais quem era, o que gostava ou pretendia. Um jogo de dúvidas com regras complicadas e cartas mal dadas. Sem palavras ou rumo certo. Um espírito que vaga e puxa na lembrança a idéia do sobreviver, sem significados ou trocadilhos. E foi como enxame de abelha, que chega rápido e sem avisar, que descobri outras almas a vagar. Algumas por abraços mas todas sem traço. Pobres vitimas da ilusão desmerecedora da ignorância, passando lenta ou rapidamente, todas com a angústia do não saber. A sapiência culpada do desvendar com a busca pela maçã de Eva, aquela cadela que nos deixou sem resposta! Será possível a distração trazer-me algum sentido? Por enquanto, juntei as almas para termos força de expressão e como em Oração cantamos o acaso que, segundo um titã, nos protegerá.
publicado por Bê||12:18 AM|||
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Segunda-feira, Abril 03, 2006
Que vacilo desfragmentado aquele seu olhar descensurado. Momento surreal numa noite de calendário. Jogo pragmático, senso de capacho, canto de calvário. Um desejo olhar completo em mãos de pegada, corpo entregue à insensatez de uma loucura desmedida. Compaixão malhada e batizada. Tempo longínquo de uma lembrança que toma às régias à tona. Fica no passado vontade voraz, atende o chamado dilacerado de um momento que vaga no espaço. Tempo e movimento esquecido em dias de borboletas enroscadas, plebe de vanguarda que não aceita, condição. Vício tênue da história fajuta de uma felicidade que hoje é contada em novela de horário nobre.

publicado por Bê||1:51 PM|||
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Quarta-feira, Março 22, 2006
Já pensou se você gostasse de mim?
Sensação estranha né?
Parece um medo inesperado misturado com pouca probabilidade!
Não paramos ai, vamos mais longe...
Já pensou se você me desejasse?
Que frio na barriga hein!
Pensamento doido, coisa de maluco.
Mas já que a brincadeira começou ...
Que tal você pensar que me ama?
Que foi? Tá passando mal?
Calma,não vai desmaiar
Ta bom eu páro. Foi só uma brincadeira mesmo.
publicado por Bê||12:32 AM|||
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Terça-feira, Dezembro 13, 2005
As ultimas palavras que te disse não saem da minha mente
Ficam aqui, martelando, se repetindo, torturando
Palavras que saíram destorcidas
Palavras amargas, mal construídas
Duas frases que a razão jogou pra fora da minha boca
Sem chance de ouvir o que o coração realmente tinha a dizer.
Simplesmente cuspiu, falou, sem medo de machucar.
Doeu até em mim.
Ainda estou tentando raciocinar de onde vieram tão fortes e diretas letras
Até o coração partido não seria capaz de formular tamanha crueldade
Mas, talvez seja ele mesmo, o coração ferido, cansado que em um ato de sobriez pediu à razão proteção.
Seja como for, agora preciso de clausura
Na minha concepção, não posso viver com um coração guiado pela razão!
publicado por Bê||7:51 PM|||
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Sexta-feira, Dezembro 02, 2005
Há dias em que não se explica a chuva. Dias em que ela cai, e agente através da janela, tenta tocar cada gota. Da chuva vem o tempero que faz brotar a lágrima, vem o contraponto que faz a gente desejar, vem o vento que sussurra baixinho ao pé do ouvido. Nesses dias páro pra pensar em mim. Em ti. E a dor do tapa que a realidade me dá todos os dias ao acordar. Ao acordar do teu lado, e saber que não estas ali. Saber que tenho a ti, mas a mim não pertence tua alma. Acordar com a chuva, com a dor do tapa, ao lado do teu corpo nu ... sem alma.
publicado por Bê||10:29 PM|||
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Quinta-feira, Outubro 27, 2005
Fragmentos de Rotina ... NOITE!
Ele ligou dizendo que viria. Sairia do escritório e estaria lá para tê-la novamente em seus braços. Ensaiou cada passo, o que faria, o que diria, em cada minuto daquela visita. Acordou cedo para fazer compras. Serviria o vinho preferido dele, precisava ainda de algo para comerem, por certo ele estaria faminto após um dia exaustivo de trabalho. Enquanto enchia o carrinho de petiscos e drinks cheios de segundas intenções, escolheu na seção de vestuário a lingerie mais sexy em que pode colocar os olhos.Voltou imediatamente pra casa e antes mesmo de guardar todas as compras, correu para o quarto na tentativa de deixá-lo impecável. Limpeza pesada, lençóis perfumados. Arrumou todo o apartamento como se esperasse pela visita do presidente da república. Preparou alguns sanduiches, gelou o vinho e partiu para a principal das arrumações. Ela. Banhou-se como uma noiva banha-se a espera da noite de núpcias. Percorreu cada parte do corpo, ritual que repetiu novamente após o banho, desta vez com seu creme hidratante mais perfumado, aquele que ela usava apenas em ocasiões especiais. Vestiu a lingerie nova e escolheu cuidadosamente o traje para aquela noite. Arrumou os cabelos e maquiou os olhos. Percorreu a casa pela última vez para ver se estava tudo no seu devido lugar. Colocou o CD dentro do player e deixou apenas algumas luzes acessas. Voltou ao quarto, retocou o batom e borrifou seu perfume sobre os lençóis. Já estava quase na hora, ele chegaria a qualquer momento. Sentou-se na sala e ligou a TV, acho melhor distrair-se com a novela do que pendurar-se no parapeito da janela à espera do primeiro carro que dobrasse a esquina. Começou a ver o filme que passava na sessão especial do dia. Não prestava muito atenção pois estava ansiosa com o tocar da campainha. O tempo arrastava-se no relógio da parede. Os ponteiros pareciam não se mexer. A expectativa. Tirou o celular de dentro da bolsa e colocou-o ao seu lado no sofá, ele poderia ligar avisando de algum atraso inesperado. De repende, sem que nada tivesse mudado na sala, os ponteiros do relógio começaram a correr. Davam voltas rápidas e desnecessárias. Ela já estava assistindo ao segundo filme da noite quando percebeu que não havia comido nada o dia inteiro. Mas os ponteiros do relógio da parede, cada vez mais longe do horario marcado, a deixavam sem fome. Achou melhor enviar-lhe uma mensagem, afinal nem sempre estamos certos quando o primeiro pensamento é aquele do nosso complexo de inferioridade. Ele poderia, sim, ter ficado preso no trabalho ou até mesmo sofrido um acidente. Mandou a mensagem, sua única opção para um telefone quebrado e outro sem créditos. Ficou ali sentada na sala, perfumada, olhando por algumas horas os chuviscos que a TV mostrava repetidamente. Já estava quase na hora de acordar para dirigir-se ao trabalho. Foi ao quarto, tirou a lingerie nova, demaquilou o rosto, colocou os lençóis para lavar. Tirou o vinho da geladeira, deu comida ao gato, bateu a porta e saiu. Jurou que nunca, nunca mais queria ter uma noite especial.
** "Quanto tempo você espera alguém que não vem?" ... essa frase fica martelando na minha cabeça desde o dia em que meu amigo Gaudz sentenciou-a à mim. Acho que esta na hora de eu começar a trabalhar o tempo.
publicado por Bê||6:52 PM|||
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Fragmentos de Rotina .. TARDE!
E na mesa ao lado havia esse casal. Duas criaturas irreais que prenderam minha atenção até que meu café ficasse frio. Ele usava uma camiseta vermelha, contraste forte para sua pele escura e cabelos rebeldes, compridos. Tinha um sorriso meigo que o fazia apertar os olhos a cada surgir. Era jovem, de nacionalidade indefinida. Nariz largo, olhos puxados, frases em francês. Ela, não pude ver detalhamente pois sentava-se de costas para mim. Mas estava arrumada. Vestia meias rendadas e trazia uma delicada pulseira de cristal no pulso esquerdo. Tinha cabelos curtos e mechados, era o tipo de mulher que coloca a bolsa no chão e não tem medo de fazer o pedido dos drinks. Ele não perdia a oportunidade de tocá-la, a cada gesto, a cada pegada e largada do copo sobre a mesa, suas mãos percorriam o corpo dela. Passeavam entre pernas, braços, rosto e cabelos. Desavergonhado de acariciar a mulher amada em público. Um carinho gratuito, aquele de quem ama e admira. Ela não o tocava com tanta frequencia, mas mantinha uma conversa interessante, fazia-o mudar de expressão constantemente e não deixava que o sorriso saisse do rosto dele. Sabia como prender o olhar dele no dela. Trocaram alguns beijos, beberam os drinks, riram, atenderam telefonemas, conversaram, sentaram-se juntos. Um casal de afeição, de demonstração de sentimento, perfeição. Não sei quem são. Muito menos sei de suas historias. Eram apenas um casal na mesa ao lado. Casal que invejei durante aquela tarde. Tarde que sentei em um bar para tomar um café frio em companhia da solidão.
publicado por Bê||6:50 PM|||
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Fragmentos de Rotina ... MANHÃ
Ele: - então, você me liga ... eu te ligo?
Ela: - não! Não ligo, não convido, não faço mais nada contigo!
Essa foi a última coisa que disse à ele ao acompanhá-lo até a porta da rua. Ainda zonza pela madrugada surreal e não dormida, voltou pra cama, deitou e olhando fixo o teto branco, tentou relembrar o que havia acontecido. Em que ponto do diálogo ela havia permitido que ele amanhecesse ao seu lado? Lembrava da noite passada quando tomava vinho com amigos à beira do rio perto de casa, o celular que tocava insistentemente e ela dizendo que não, não queria vê-lo naquela noite. Logo após estavam no apartamento dela, tomavam banho juntos, ele ensaboava o corpo macio dela e ela apertava-o como se quisesse possuí-lo ali mesmo. Deitados na cama tiveram uma conversa sobre erros do passado onde ele tentava achar desculpas para amenizar-la a mágoa. O sexo viria logo em seguida. Sempre que se encontravam rolava a transa. Mas naquela madrugada os gemidos foram trocados por um "isso acontece". Ele alegou estar cansado, motivo de não concentrar-se. Ela abraçou-o e sugeriu que descansassem por alguns instantes. Ele virou e dormiu. Ela ficou ali, esperando. Durante toda a noite ela esperou. E tentou acariciá-lo quando não era interrompida por um puxar de cobertas. E tentou abraçá-lo quando ele retirava o travesseiro que separáva-os. E ela não dormiu. Ficou ali, deitada e quieta no espaço de cama que lhe estava reservado. Ficou ali. Desejando que tudo tivesse acontecido diferente, que pelo menos, conseguisse dormir. E amanheceu, e ela esqueceu porque aquele homem dormia ao seu lado. Tinha certeza que o sexo viria pela manhã, fazendo com que ela esquecesse aquela madrugada estranha e relembrando-a o porquê do convite para ficar. O despertador finalmente disparou. Ele levantou-se, juntou as roupas espalhadas pelo chão, vestiu-se. Pediu que ela o acompanhasse até a porta e simplesmente, despediu-se. E naquela manhã, ela ficou ali. Olhando para o teto branco, com uma camisinha meio-usava jogada ao chão, com o cheiro dele no travesseiro ao lado.
publicado por Bê||6:49 PM|||
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Sexta-feira, Outubro 21, 2005
Já estava cansada de ser amante.
Nunca a que ele ama,
Sempre a que ele trepa.
Queria ser a amante
A amada, desejada.
Escolhida por qualidades não referidas.
Não se satisfazia mais como amante
A que tem a blusa arrancada com força
Que volta pra casa de taxi
Sonhava em ser amante
Que toma lugar de todos os pensamentos do dia
Que é recebida com flores e champgne.
Incrivel como as palavras perderam o sentido. Assim como o "amor" tornou-se algo vão, a "amante" passou a ser passatempo.
publicado por Bê||8:17 PM|||
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Quarta-feira, Outubro 12, 2005
Me ensina,
Me ensina a falar sobre o que sinto
A saber escolher palavras que transmitam sentimentos
Pontuar frases para que tempo de pausas e perguntas fiquem no lugar certo
Queria ser poeta pra delinhar minha vida numa página em branco, e fazer dela a mais valiosa obra de arte. Gritar pro mundo quem sou, o que vejo, como sinto e uma fez posta as palavras sobre o papel, delas me livrar por completo.
Me mostra
Me mostra como colocar pra fora o que sufoca
Como ter o alivio imediato atraves de linhas desordenadas
O caminho que trilhas, levando multidões que arrastam-se aos pés do poeta
Queria ver a vida pelos olhos de um poeta, tornar os escritos realidade vivida, dia-a-dia. Ver que a rima combina com a melodia e cada contexto faz o mais perfeito e completo sentido dentro de um texto.
Me deixa
Me deixa copiar teus
Organizar meus pensamentos para clarear os sentimentos
Chorar junto e rir sozinha, contar minhas historias, conhecer tua verdade
Queria viver de verbos e artigos, transmutar desejos em proverbios sonoros. Queria ter minha vida publicada, e assim, não precisar vivê-la. Queria, apenas, um dia em que eu escolha o que sentir, viver e escrever. Um dia de tela em branco.
publicado por Bê||9:46 PM|||
Say Something:
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GREED
GLUTTONY
ENVY
SLOTH
PRIDE
LUST
WRATH
"I'm not afraid of anything in this world
There's nothing you can throw at me
That I haven't already heard
I'm just trying to find a decent melody
A song that I can sing in my own company"
O que passou...

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